Comunidade oficial dos adventistas do sétimo dia
- @JDaniloC12/10/2026Gn 3:7
"Eles não tinham estado vestidos, mas rodeados de luz como os anjos celestiais. Esta luz com a qual estavam circundados tinha sido retirada. Para aliviar o senso de carência e nudez que experimentavam, trataram de procurar uma cobertura para suas formas, pois como podiam, desvestidos, defrontar o olhar de Deus e dos anjos?" Ellen G. White, História da Redenção, 38.1
- @JDaniloC12/10/2026Gn 3:7
Antes do pecado, Adão e Eva eram rodeados de luz, quando eles pecaram, perceberam que essa luz já não circundava eles, alguns versos mostram que estar em contato com Deus faz isso: Em salmos 104:1-2 é mostrado que Deus é coberto de luz como de um manto, e o ser humano foi criado a imagem de Deus (1:26); Quando o próprio Jesus foi transfigurado, o seu rosto resplandecia como sol (Mateus 17:2); Por fim, Êxodo 34:29 mostra que quando Moisés desceu do monte Sinai o seu rosto resplandecia por estar na presença de Deus.
- @JDaniloC09/10/2026Lc 10:1
"As instruções transmitidas aos setenta, eram idênticas às comunicadas aos doze; mas a ordem dada aos doze, de não entrar em cidade de gentios ou de samaritanos, não foi repetida aos setenta. Embora Cristo houvesse sido repelido pelos samaritanos (Lc 9:53), permaneceu inalterável Seu amor para com eles. Quando os setenta foram, em Seu nome, visitaram antes de tudo as cidades de Samaria. [...] Na comissão que lhes deu exatamente antes de Sua ascensão, Jesus mencionou Samaria juntamente com Jerusalém e a Judéia, como sendo os lugares onde deviam ir primeiramente pregar o evangelho. [...] Os samaritanos viram que, apesar de O terem tratado rudemente, Jesus tinha somente pensamentos de amor em relação a eles e, com isso, conquistou o coração deles. Depois de Sua ascensão, os discípulos recolheram uma preciosa colheita dentre os que outrora haviam sido seus mais acérrimos inimigos." Ellen G. White, O Desejado de todas as Nações, p. 282
- @JDaniloC09/10/2026Lc 9:54
"Tiago e João, mensageiros de Cristo, ficaram muito ressentidos ante o insulto feito a seu Senhor. [...] Pensavam que Lhe tinha sido feita grave ofensa e, avistando a distância o Monte Carmelo, onde Elias matara os falsos profetas, disseram: "Senhor, queres que digamos que desça fogo do Céu e os consuma, como Elias também fez?" [...] Não faz parte da missão de Cristo obrigar os homens a recebê-Lo. Satanás, e homens movidos por seu espírito, é que buscam forçar a consciência. [...] Não há mais conclusiva prova de possuirmos o espírito de Satanás, do que a disposição de causar dano e destruir aos que não apreciam nossa obra, ou procedem em contrário a nossas ideias." Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 281
- @JDaniloC09/10/2026Lc 9:53
"Mas o povo recusou recebê-Lo, porque estava de caminho para Jerusalém. Isso eles interpretaram como uma preferência de Cristo pelos judeus, a quem aborreciam com ódio intenso. Houvesse Ele vindo para restaurar o templo e o culto do Monte Gerezim, e tê-Lo-iam de boa vontade acolhido; mais ia para Jerusalém, e não Lhe dispensariam nenhuma hospitalidade. Mal percebiam que estavam repelindo de suas portas o melhor dom do Céu! [...] Mas tudo se perdeu para os samaritanos, devido a seu preconceito e fanatismo." Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 281
- @JDaniloC09/10/2026Lc 9:51
"Ao aproximar o fim do Seu ministério, Cristo mudou Sua maneira de trabalhar. Até então, tinha preferido evitar a publicidade e recusar a adoração do povo, chegando a ordenar que ninguém declarasse que Ele era o Cristo. [...] Mas não foi assim em Sua última viagem. Dessa vez, Ele viajou de maneira mais pública, precedido de anúncios sobre a Sua chegada, o que nunca havia acontecido antes. Agora, Ele Se dirigia ao cenário do Seu grande sacrifício, e era preciso dirigir a atenção do povo para isso." Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 280
- @JDaniloC04/10/2026Lc 10:24
Desde Adão, toda a história bíblica operou na base da promessa, da tipologia e das sombras. A exegese de Hebreus 11 complementa isso de forma perfeita: os gigantes do Antigo Testamento saudaram as promessas "vistas de longe" e "morreram na fé, sem ter obtido as promessas" (Hb 11:13, 39). Profetas como Isaías e reis como Davi escreveram e governaram apontando para um horizonte messiânico que não viveram para ver. Agora, o período de espera acabou. O que era profecia tornou-se encarnação. O privilégio daqueles camponeses galileus era insuperável: eles não estavam lendo sobre as promessas, estavam caminhando e comendo com a substância exata para a qual todas as Escrituras apontavam.
- @JDaniloC04/10/2026Lc 10:21
Essa oração está registrada em Mateus 11:25, mas também Mateus usa esta lógica no contexto da explicação do reino de Deus por meio de parábolas (Mateus 13:11), mas aqui Lucas posiciona criando um contraste duplo: 1. Contraste das cidades (orgulho e cura): Os sábios representados pelas cidades como Cafarnaum (v.15) em oposição aos pequeninos que são os que foram curados e receberam a paz dos discípulos com humildade (v.6 e 9). 2. Contraste dos discípulos (os 70 e o mestre): No qual os 70 são os pequeninos (v.17) que entendem e levam a verdade e logo em seguida aparece um intérprete da lei (v.25) que vem para testar Jesus.
- @JDaniloC04/10/2026Lc 10:20
Aqui Jesus faz uma correção na alegria dos discípulos, fazendo uma transição na forma em que enxergam o mundo, deixando de apontar para uma ideia visual (ver demônios fugindo e milagres acontecendo) para uma ideia espiritual (a confiança nos méritos e na Palavra de Jesus para salvação). A alegria cristã não se baseia naquilo que nossos olhos podem ver, mas naquilo que a fé nos garante que já está consumada em Jesus (graça e salvação).
- @JDaniloC04/10/2026Lc 10:18
Ao ouvir o relato eufórico dos discípulos, Jesus declara aponta para a queda primordial e cósmica do inimigo (Isaías 14, Ezequiel 28 e Apocalipse 12). Ao evocar esse evento colossal do passado, Jesus não está apenas contando uma história, mas estabelecendo uma garantia teológica: Ele usa uma realidade maior (a queda de satanás no céu) para legitimar a realidade menor que é a queda dos demônios na terra. Jesus venceu antes e mais poderosamente para que nós pudéssemos vencer no tempo presente em Seu nome (v.17).
- @JDaniloC04/10/2026Lc 10:16
Perceba a linha de autoridade: Rejeitar a mensagem do discípulo é rejeitar Jesus. Rejeitar Jesus é rejeitar a Deus Pai. Pois o Pai deu autoridade a Jesus que concede autoridade para a igreja. Mas perceba, a autoridade não estava nos apóstolos, estava na mensagem! A frase "quem vos der ouvidos" não deve ser levado no sentido de "se você discorda de mim, está discordando de Deus". A anonimidade dos 70 discípulos evidencia que a autoridade não estava numa elite eclesiástica, mas na comunidade que se dispõe a levar o Evangelho.
- @JDaniloC04/10/2026Lc 10:15
Cafarnaum sediava o ministério de Cristo (Mateus 9:1) e foi palco de inúmeros milagres, mas o privilégio gerou um orgulho que os cegou, seguindo os mesmos passos arrogantes de Babilônia (Isaías 14:13-15). A cidade não expulsou Jesus com pedras inicialmente, mas O rejeitou de forma mais sutil: consumiam os Seus milagres, mas rejeitavam a Sua exigência de arrependimento e compromisso (como visto no abandono em massa na sinagoga de Cafarnaum em João 6:59-66). Quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade. "As pessoas não serão condenadas no grande dia do julgamento final porque creram no erro, mas porque negligenciaram as oportunidades fornecidas pelo Céu para conhecer o que é a verdade." CBASD, vol. 5, p. 860
- @JDaniloC04/10/2026Lc 10:13
A expressão grega ouai (ai) não é uma maldição, mas uma expressão de lamento e angústia por causa da morte espiritual dessas cidades. Ali foram efetuados muitos milagres não relatados nos evangelhos (Jo 21:25), ainda assim, eles não se arrependeram. A afirmação de Jesus pode levantar o seguinte questionamento: Se Deus sabia que eles se arrependeriam, por que, em Sua soberania escolheu não fazer os milagres lá no passado? O ponto é que Jesus não está falando sobre realidades paralelas, ele apenas está usando uma hipérbole retórica. Ainda assim, nos ensina um ponto importante: Privilégio maior exige responsabilidade maior (Bíblia Shedd).
- @JDaniloC16/09/2026Lc 10:11
A proximidade do Reino aqui não se refere à cronologia do fim do mundo, mas à presença de Cristo e Seus emissários (Bíblia Shedd). Enquanto João Batista pregou o Reino como uma promessa futura (Mateus 3:2), Jesus (Mateus 4:17) e os 70 pregam o Reino como uma realidade já inaugurada e em expansão. A prova material dessa chegada eram as curas e libertações (v.9, ver 7:18-23). Quando o Reino de Deus avança, o mal recua. Jesus desconstrói a expectativa de um reino político/militar e estabelece um domínio espiritual: onde a doença cede, os demônios são expulsos e a vontade de Deus prevalece, ali o Reino chegou, ainda que Roma continuasse governando. Esse avanço do Reino inverte a antiga lei de contaminação (ver comentário de Isaías 6:7), de forma que Cristo, o puro, e seus emissários tocam leprosos e pecadores (7:39) e a impureza não os contamina; pelo contrário, a santidade do Reino invade o impuro, o curando e purificando.
- @JDaniloC29/08/2026Lc 10:9
Perceba que ainda que as cidades rejeitem a mensagem (v.11) ainda assim o reino de Deus estava próximo, significa que a mensagem de Deus não recua por causa da rejeição humana. A única coisa que muda é o resultado disso para o ouvinte (salvação ou juízo).
- @JDaniloC29/08/2026Lc 10:11
Quando judeus piedosos viajavam por territórios gentílicos (pagãos) e voltavam para a Terra Santa, eles sacudiam o pó de suas roupas e sandálias. O simbolismo era: "Não queremos levar conosco nem a poeira da impureza e da idolatria de vocês". Ao mandar que os 70 fizessem isso contra as cidades (que eram predominantemente de cultura judaica ou samaritana), Jesus imprimia uma forte mensagem de que rejeitar o Messias, os tornava espiritualmente "impuros" como os pagãos. Isso não significa que isso deve ser usado hoje como justificativa para agirmos com soberba e falta de amor. Essa aplicação foi para um momento específico de revelação direta, não uma permissão para perder a paciência.
- @JDaniloC29/08/2026Lc 10:7
"Digno é o trabalhar do seu salário": Aqui Jesus fala sobre o direito básico à sobrevivência (comida e cama) para quem abandonou tudo (v. 4) para focar integralmente na expansão do Reino. Paulo cita a exata mesma frase em 1 Timóteo 5:18.
- @JDaniloC29/08/2026Lc 10:7
"Não andeis a mudar de casa em casa": A lógica aqui é não ficar pulando de casa em casa buscando uma cama mais macia ou uma comida melhor, e sim ficar satisfeitos com a primeira porta que Deus abrir. O foco é o trabalho, não o conforto.
- @JDaniloC29/08/2026Lc 10:8
"A exortação de Jesus aos setenta é, às vezes, interpretada como permissão para comer o que for disponibilizado pelo anfitrião, mesmo que o alimento seja proibido nas Escrituras. Deve-se lembrar que os setenta não entrariam em lares gentios, onde seria servido alimento proibido, apenas entrariam em lares de judeus e samaritanos, e ambos eram rigorosos quanto às disposições do Pentateuco acerca de alimentos puros e impuros (ver com. de Lv 11)." Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 860.
- @JDaniloC29/08/2026Lc 10:6
Um "filho da paz" é "Um hebraísmo típico, que descrevia o líder de uma família como um homem agradável, pronto a receber e hospedar." (CBASD, vol. 5, p. 860.) É alguém cujo coração foi preparado por Deus para ser receptivo à mensagem do Reino. Perceba que Jesus diz que a paz "voltará" para o discípulo que não for bem recebido. Isso mostra que a benção do evangelho não é desperdiçada, fica com quem a declarou.